Confeccionar produtos com total dedicação e harmonia e costurar com retalhos para customizar peças exclusivas sempre foi o trabalho de Maria José da Silva, mais conhecida como Maria Costureira. É uma mulher guerreira que aprendeu a costurar sozinha aos 14 anos, fazendo roupas de bonecas e desmanchando vestuários para refazê-los. O trabalho sempre foi realizado com excelência e logo passou a ser reconhecido e muito requisitado em todo o Nordeste, onde a pernambucana passou a costurar roupas e figurinos em geral, tornando sonhos realidade.
“Aprendi costurando à mão por curiosidade e necessidade, apenas com o apoio de uma vizinha que me dava papel de pão para que eu pudesse cortar os moldes das peças. Na época, eu não tinha condições de comprar uma máquina, tinha seis filhos e precisava trabalhar para ajudar meu marido nas despesas da casa”, fala Maria. Entre plumas e paetês, a pernambucana já costurou vestidos de noiva, trajes de quadrilhas juninas, roupas para blocos de carnaval, escolas de samba, maracatus, entre outros figurinos tradicionais.
São 64 anos de muito trabalho, que merecem ser registrados entre as páginas do 1º Catálogo Cultural da Cidade do Moreno, realizado pela editora Ser Poeta, com recursos da lei Aldir Blanc. É uma bela homenagem da qual a morenense sente satisfação em fazer parte da história do município onde nasceu, cresceu e constituiu família. Maria José está orgulhosa em ter três filhas e duas netas costureiras que seguem seus passos.
Baixe o link do livro: MORENO TEM CULTURA (editoraserpoeta.com.br)
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Texto: Koanna K. Pontes
Foto: Wesley Souza e Ledo Gomes
Revisão: Ludmila Crusoé
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