João Pereira Filho lança autobiografia relatando sua trajetória de vida e registro sobre sua passagem acadêmica pelo mundo da educação brasileira
Koanna K. Pontes • 7 de abril de 2021

Abordar assuntos relacionados à sociedade e à cidadania em uma determinada época é um meio utilizado pela literatura para informar aos leitores sobre seus direitos e deveres. Assim, o professor João Pereira Filho passou a desenvolver com seus alunos a produção teórica e técnica da “Arte Poética”, estimulando a produção de poemas que resultaram em “Pingos de Poesia”, antologia poética publicada em cinco edições no período de sete anos. São verdadeiras obras-primas custeadas pela IFPE – Campus Vitória de Santo Antão do Instituto Federal de Pernambuco, que em breve serão relançados com compilação de alguns poemas. “Além dessas obras, publiquei apenas artigos científicos em periódicos acadêmicos”, fala o pernambucano.
Durante toda uma vida, muitos sentimentos e inquietações em relação ao mundo foram registrados e engavetados silenciosamente. Mas com o passar do tempo, após aposentadoria como professor de literatura, além de fazer parte da AMLA – Academia Morenense de Letras de Artes, o tímido escritor resolveu lançar no primeiro semestre de 2021, seu primeiro livro intitulado João Pereira, uma autobiografia, publicada pela editora Ser Poeta, relatando sua trajetória de vida. É um registro sobre a passagem do acadêmico pelo mundo da educação brasileira, escrito em 2020 no silêncio da noite, no início da pandemia e durante o isolamento social da COVID-19. Escreve com inspirações relacionadas à prática profissional, às experiências docentes e coisas simples da vida, como a infância, o cotidiano e a natureza.
“Não me considero um escritor. Mas sempre gostei de escrever, desde a época de estudante. Nunca mostrei pra ninguém e ainda sou assim. Mas escrever, pra mim, é uma atividade prazerosa, faço porque gosto e ainda não tive a ousadia de publicar em forma de livro algo que eu tenha produzido. O que escrevo é para dar vazão aos meus sentimentos, às minhas inquietações em relação ao mundo”, diz o escritor que aconselha as pessoas a lerem e a escreverem muito, tornando as produções acessíveis aos amantes da literatura em geral, tornando-se escritores conhecidos e prestigiados; coisa que João Pereira Filho nunca teve coragem de fazer, mesmo despertando paixão como autora coruja, que sempre sentiu prazer em contribuir para que seus alunos construíssem uma compreensão da importância da literatura em suas diversas dimensões enquanto arte, contribuindo com sua autobiografia para inspirar muitos.
Texto: Koanna K. Pontes
Revisão ortográfica: Só Falta Revisar
Imagem: editora Ser Poeta
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Diego Kalil é professor de cursos técnicos de informática e um dedicado pesquisador das dinâmicas de ensino em contextos de exclusão. Sua atuação profissional é pautada pela crença de que a tecnologia deve servir como uma ponte para a equidade social, especialmente em territórios historicamente negligenciados. Com vasta experiência em sala de aula, Kalil desenvolve métodos que unem o rigor técnico à sensibilidade necessária para lidar com as barreiras estruturais enfrentadas por jovens em comunidades periféricas. É o autor do artigo Educação Digital e Vulnerabilidade Social: A Integração Básica e Teórica como Instrumento de Transformação em Comunidades Periféricas da Região Metropolitana do Recife. Nesta obra, ele investiga como o acesso qualificado ao conhecimento digital pode romper ciclos de vulnerabilidade, propondo um modelo pedagógico que fortalece a cidadania e a empregabilidade. Sua contribuição acadêmica é fundamental para o debate contemporâneo sobre a democratização da tecnologia e a inclusão social no Nordeste.








